quinta-feira, 14 de maio de 2009
A sensação de impotencia é frustrante. A gente tem medo das atitudes e consequências dos nossos atos. Por isso eu escrevo. Pra aplacar esta angústia. Tentar trazer à tona sentimentos e sensações que se encontram travados em algum lugar do subconsciente, e que também se fazem presentes de forma física.
O que é mais reconfortante, a segurança da presença ou a liberdade da solidão? Já não sei mais se quero estar só. Também não tenho certeza se é esta presença que quero. Mas, qual presença seria benéfica? E qual ausência? Até onde eu preciso do outro? Qual é o outro que precisa de mim?
Tenho a nítida impressão que que a ausência da minha presença não traria nenhuma mudança significativa ao universo. Sou a antítese da Teoria do Caos. Minha presença ou minha ausência não trariam nenhuma diferença, nem movimentariam um mísero grão de areia no deserto do Saara.
Eu queria poder cuidar de você. Poder fazer do mundo um lugar menos feio para você ficar. Queria que soubesse o que eu sinto agora. Ou que nunca soubesse de mim.
Ainda sinto o buraco que você deixou em seu lugar. Ele arranca minha vitalidade, minhas energias, minha alegria. Tenho certeza que neste momento você está fazendo algo totalmente comum com alguém ao seu lado. Ou mesmo dormindo com este alguém.
Eu ainda te desejo. Acho que desejo ainda mais do que desejava. Pois agora não desejo apenas o nosso encaixe perfeito de mente e corpo. Desejo tambem reencontrar seus profundos olhos castanhos, melancólicos e distantes.
Ainda não me acostumei a estar sozinha. Sei que ninguém mais ocupará aquele espaço.



